Maria das Vitórias
de Lima Rocha
Jane Eyre
é um romance que lemos na adolescência e ainda encontramos motivos para voltar
a ele na idade adulta, nos surpreendendo sempre com este bildungsroman de Charlotte Brontë, sobre o qual já se debruçaram
estudiosas tão ilustres como Virginia Woolf, Adrienne Rich, Gilbert e Gubar e,
mais recentemente, já no século atual, a mitóloga Joan Gould, só para citar
algumas das mais renomadas críticas de orientação feminista. Este romance registra
o processo de crescimento e empoderamento da protagonista do mesmo nome e acompanha
as diversas fases da vida da personagem. Sua trajetória se desenrola em
diferentes espaços geográficos: Gateshead, Lowood School, Thornfield, Moor House
e, finalmente, Ferndean. Em cada um desses espaços Jane desenvolve novas
habilidades, fecha ciclos e abre outros que são fundamentais para sua ascensão
social e individual. Podemos também identificar a existência de um elemento da
natureza predominante em cada uma dessas fases, ou ciclos.
A
fase inicial da vida de Jane passa-se em Gateshead, onde a jovem heroína,
totalmente destituída de bens materiais e afetos, experimenta seu inferno
pessoal. Aqui predomina a cor vermelha (das cortinas e de vários outros
elementos da decoração do quarto em que Jane é aprisionada depois de um acesso
de fúria) e a ira é o sentimento que a domina. Essa ira é particularmente
dirigida contra sua tia fria e cruel (um arquétipo da madrasta dos contos de
fada) e o primo, John Reed, que a maltrata física e moralmente. O elemento
predominante é o fogo, o fogo do calor da lareira em redor da quala família se
reúne e de onde Jane é excluída. Esse fogo também está relacionado às explosões
de raiva de Jane, sua revolta e reação violenta contra os ataques sofridos. Nesta
fase da sua vida Jane só recebe algum conforto da criada da família, Bessie,
que a consola quando cai doente após os maus tratos e humilhações infligidos
pelo primo John Reed, que não a deixa esquecer sua condição de órfã, objeto da
caridade da família Reed. Esta fase é
encerrada com o desabafo apaixonado de Jane, que, após ter sido acusada de
mentirosa e dissimulada, explode numa confissão sobre o seu ódio pela tia, que
ela identifica como sua antagonista:
“Speak I must: I had been trodden on severely,,,’I am
not deceitful: if I were I should say I loved you, but I declare I do not love
you: I dislike you the worst of anybody in the world except John Reed;” (p.31-33).
Muito
a propósito deste antagonismo entre o fogo (Jane) e a frieza (Mrs Reed),
inevitavelmente nos ocorre o poema de Robert Frost, “Fire and Ice”:
“I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
Com
este enfrentamento Jane dá o primeiro passo na direção do seu empoderamento. É
pela palavra que ela assume uma nova autoconfiança:
“I
was left there alone – winner of the field. It was the hardest battle I had fought, and the first victory I had
gained: I stood awhile on the rug, where Mr. Brocklehurst had stood, and I
enjoyed my conqueror’s solitude. First, I smiled to myself and felt elate…”
(p.32)
Após esse desabafo Jane. se dá conta da
sua ousadia. Avaliando sua atitude de uma forma crítica, ela atinge um nível
superior no seu processo de amadurecimento:
“A child cannot quarrel with its elders, as I had done,
cannot give its furious feelings uncontrolled play, as I had given mine,
without experiencing afterwards the pang of remorse…half an hour’s silence and
reflection had shown me the madness of my conduct, and the dreariness of my
hated and hating passion.” (p.33).
É
interessante observar que apesar da perda momentânea do controle sobre suas
emoções, logo Jane recobra a consciência e é capaz de fazer uma autocrítica dos
seus atos.
A
segunda fase da vida de Jane é passada em Lowood School, um ambiente também frio
e hostil ao qual é conduzida pelo seu diretor, Mr. Brocklehurst, uma figura
imponente e patriarcal que inspira medo e revolta em Jane. Mr. Broclehurst,
totalmente induzido por Mrs Reed, apresenta Jane aos seus novos pares como uma
menina mentirosa. Jane é castigada logo no primeiro dia em Lowood, mas suporta
tudo em silêncio (ela está começando a aprender a dominar suas emoções) e
conquista a simpatia de duas pessoas que se tornariam suas primeiras amigas na
vida: Miss Temple e Helen Burns. O elemento fogo continua a predominar nesta
fase, através da ligação com Helen Burns, a órfã que a acolhe em Lowood. Embora
o ambiente seja frio, até gélido, ali Jane aprende a “quebrar o gelo” que a
cerca e conhece o calor do afeto. Mas a convivência entre as duas meninas logo
é interrompida pela morte de Helen que perece vítima de uma epidemia que assola
a escola. Mal alimentadas e aquecidas, as crianças têm poucas chances de
sobrevivência. O nome Burns nos remete à morte da personagem que, como uma
fênix, arde em febre até morrer, nos braços de Jane, sem nenhum medo ou
desespero, firmemente crente que uma nova vida ao lado do Pai celestial a
aguarda. Para Heráclito, o fogo é “agente de transformação”, Realiza o bem
(calor vital) e o mal (destruição, incêndio), (CIRLOT, p 258-9) pois todas as
coisas nascem dele e a ele retornam. É também agente de destruição e renovação
e veremos posteriormente como essa segunda propriedade do fogo se realiza no
romance de Brontë. Antes de morrer, Helen ainda tem tempo de instruir Jane
sobre a virtude cristã do perdão. Ao acolher o amor no seu coração, pela
primeira vez, Jane expurga o ódio e o ressentimento que ali moravam e avança
mais um passo na direção do seu empoderamento. O período remanescente em Lowood,
sob a doce e firme tutela de Miss Temple, prepara-a para um futuro autônomo, embasado
nas lições aprendidas em Lowood. Mesmo dentro dos muros restritivos do
orfanato, ela aproveita tudo que a instituição pode lhe oferecer e começa a
conquistar sua independência, a única independência disponível a uma jovem
razoavelmente instruída, no contexto da sociedade vitoriana retratada por
Brontë. Obviamente, a outra alternativa, um casamento vantajoso, estaria fora
do alcance de uma jovem destituída de fortuna como Jane Eyre.
Saída
de Lowood, Jane parte sozinha para enfrentar o mundo, levando na bagagem os
únicos recursos com que pode contar: a autoconfiança alicerçada na educação que
recebera até os dezoito/dezenove anos.
E
é assim que Jane chega ao seu terceiro espaço de convivência. Os capítulos (11-
27) que têm Thornfield como cenário são centrais para o romance e para o
processo de desenvolvimento da personagem. Ali ela chega totalmente verde e,
podemos dizer, sai razoavelmente madura.
Em
Thornfield Hall, Jane conhece Mr Rochester, aquele que seria o seu grande amor,
e, mais importante, dá impulso ao seu processo de autoconhecimento, o
conhecimento dos seus limites e das suas ambições.
Quando chega a Thornfield Hall Jane quer
apenas conquistar sua autonomia através do trabalho, mas lá encontra muito mais
que isso. Rochester lhe revela suas amplas possibilidades, antes reduzidas à
condição de órfã sem fortuna ou parentes influentes. No entanto, a situação de
dependência não a seduz e até a humilha. Através de Rochester, Jane se descobre
mulher, capaz de despertar sentimentos poderosos num homem experiente e maduro.
É também Rochester que identifica pela primeira o caráter aéreo, já designado
pelo seu próprio nome: Eyre, pronunciado em inglês igual à palavra Air= Ar.
Rochester diz que ela tem o aspecto de alguém de outro mundo, saída de um conto
de fadas (p.122) com pensamentos de natureza élfica (p.126). Todas essas
associações nos remetem diretamente ao seres do ar que povoam o folclore inglês,
como elfos, fadas, etc. Dentre outras coisas, nos diz Cirlot, que
“A
luz, o vôo, a leveza, assim como também o perfume e o odor, são os elementos em
conexão com o simbolismo do ar. Gaston Bachelard diz que, para um de seus mais
preclaros adoradores, Nietzche, o ar é espécie de matéria superada, refinada,
como a próptia matéria de nossa liberdade.” (p. 90)
Logo
no primeiro encontro, sem que nenhum dos dois soubesse de quem se tratava, estabelece-se
um clima mágico entre eles. Antes de Rochester entrar em cena, ao ouvir a
aproximação do seu cavalo, Jane é invadida por uma apreensão alimentada pelas
lendas que ouvira na infância sobre o “Gytrash”, uma figura mítica oriunda do
folclore do norte da Inglaterra. Quando finalmente se encaram, Jane, embora não
reconheça em Rochester traços do clássico príncipe encantado, referindo-se a
ele como “dark, strong and stern” (p. 115) reage a sua figura masculina de
forma semelhante à da Miranda de Shakespeare:
“I had hardly ever seen a
handsome youth; never in my life spoken to one...” (p.113)
Pouco
a pouco, a partir desse encontro, nasce uma paixão que em muito se assemelha àquelas
dos contos de fada, fato que não passou despercebido aos olhos argutos de
leitores como Gilbert e Gubar e Gould. E o romance teria se limitado ao modelo
tradicional: moça pobre se apaixona por homem rico, casam e são felizes para
sempre se Jane fosse uma típica heroína romântica - o que ela não é. É
interessante observar também que esse encontro prenuncia, de alguma forma, a
última etapa da jornada dos dois: ao cair do cavalo, Rochester se machuca e é
obrigado a aceitar a ajuda da pequenina Jane, sem a qual não poderia voltar a
montar e chegar a Thornfield Hall, aonde se dirigia quando encontrou Jane na
estrada. Da mesma forma, é Jane que lhe dá a mão, quando se encontram em
Ferndean após ele ter perdido a visão e uma das mãos no incêndio que destrói a
mansão da família Rochester. Ao ser destituído do maior símbolo patriarcal que
possuía – a mansão senhorial, Rochester também é despojado de partes do seu
corpo, o que o torna mais dependente, menos dominador.
Embora
em Thornfield dê um passo definitivo rumo ao seu empoderamento, Jane, desconfia
que “há mais coisas entre o céu e a terra” do que um trabalho como governante,
“A new servitude!”, ela própria reconhece. Na citação mais famosa do livro, talvez aquela
que o inscreve numa honrosa linhagem de afiliação feminista temos:
“Women are supposed to be very
calm generally: but women feel just as men feel; they need exercise for their
faculties, and a field for their efforts as much as their brothers do; they
suffer from too rigid a constraint, too absolute a stagnation, precisely as men
would suffer; and it is narrow-minded in their more privileged fellow-creatures
to say that they ought to confine themselves to making puddings and knitting
stockings, to playing the piano and embroidering bags. It is thoughtless to
condemn them, or laugh at them, if they seek to do more or learn more than custom
has pronounced necessary for their sex.”(p. 109-110).
("No geral, espera-se que sejamos muito calmas: mas as mulheres teem exatamente os mesmos sentimentos que os homens, precisam exercitar suas faculdades e ter um campo para seus esforços, da mesma forma que seus irmãos; elas sofrem com as restrições muito rígidas, com uma total estagnação, exatamente como os homens sofreriam; e é denotativo de muita estreiteza mental da parte de seus companheiros mais privilegiados dizer que elas deveriam se restringir a fazer pudins e tricotar meias, tocar piano e bordar bolsas. É indelicado condená-las, ou rir delas se procuram fazer ou aprender mais do que o costume determinou que era necessário para o seu sexo.") (Minha tradução).
"O
discurso da jovem governanta está alinhado com o discurso feminista inaugurado
pela escritora Mary Wollstonecraft em A
Vindication of the Rights of Woman, que já em 1792, meio século antes da
publicação do romance de Charlote Brontë, reivindicava para as mulheres os direitos
postulados por Jane em suas meditações solitárias marcadas pelo
descontentamento perante a estreiteza dos seus horizontes. Como começamos a
dizer, Jane Eyre seria mais uma heroína romântica, mais uma herdeira do
arquétipo Cinderela, se o casamento com Rochester tivesse se realizado conforme
o planejado, mas o casamento é impedido de ser celebrado, sabemos, porque
Rochester já era casado com a louca Bertha Mason que mora no sótão de Thornfield Hall. Mesmo
depois que a tentativa de bigamia é revelada, Rochester, também às vezes
identificado com o arquétipo do Barba Azul, quer convencer Jane a permanecer
com ele, vivendo uma situação dúbia, em algum lugar distante, fora da
Inglaterra. Mesmo o amando, Jane recusa a proposta e parte, mais pobre do que
ali chegara, mas empoderada pela certeza de estar fazendo a única coisa que não
aviltava a sua natureza.
Depois
de uma jornada penosa, passando necessidades, enfrentando os elementos, Jane
chega totalmente encharcada e extenuada a Moor House, a casa dos Rivers. Neste
ponto nos ocorre o lamento de Laertes diante do corpo de sua irmã Ofélia: “Já
tens água demais, oh, pobre Ofélia,/ Por isso eu me proíbo de chorar.” (IV,vii,192-3). Depois da dureza terrena da sua experiência
anterior (é bom lembrar que o elemento terra está presente no nome próprio de
Rochester: Roche=Rock=Rocha), Jane convalesce o corpo e o espírito junto à
família composta por Diana, Mary e St. John Rivers. Agora prevalece o elemento
água, literalmente expresso no nome da família que a acolhe. É interessante observar o que diz Cirlot
sobre este elemento: “...a água é o elemento que melhor aparece como
transitório, entre o fogo e o ar de uma parte – etéreos – e a solidez da terra.”
(p.65) Ao lado e sob a proteção de St. John e das irmãs Diana e Mary, cujos prenomes
nos remetem a figuras femininas da mitologia cristã e pagã, ambas associadas à
idéia de castidade, Jane recupera as forças e, como que, renasce. Mais tarde,
vai ser revelado que aqueles três jovens que a acolhem são seus primos, fato
que muito alegra Jane, que finalmente encontra uma família. Ali, Jane também é
convidada a por em prática seus conhecimentos para assegurar sua sobrevivência.
Começa a dar aulas na escola paroquial mantida pelo primo, o reverendo St. John
Rivers, que sonha em tornar-se missionário na Ásia. Como parte deste projeto,
St. John propõe casamento a Jane, um casamento espiritual que exclui a ideia de
amor/paixão e que tem por base, unicamente sua devoção a uma causa religiosa e
humanitária. Conhecedora dos ardores da paixão, Jane não pode aceitar uma
proposta tão desprovida dos sentimentos que devem unir um homem a uma mulher. Íntima
do fogo e do ar, Jane não pode contentar-se com a frigidez da água,
representada aqui pelos sentimentos de
St. John, cujo nome está mais próximo da santidade do que das paixões terrenas.
Diferentemente de Rochester, masculino e viril, St John já se despojara de todo
sentimento humano que o desviasse da sua missão. Nas suas veias parece que
corre água, ao invés do sangue humano vermelho e quente.
Tendo
mais uma vez provado a si mesma que podia, que sempre teria os recursos
necessários a sua sobrevivência, Jane é recompensada com uma herança inesperada
que a coloca numa situação privilegiada de, inclusive, poder resgatar a família
Rivers de uma limitante pobreza. E assim, totalmente empoderada, ela parte em
busca de Rochester, no último capítulo de sua jornada.
Ao
encontrá-lo em seu retiro na obscura Ferndean, Jane não mais identifica a figura
viril que conhecera em Thornfield, pois agora mutilado, o poderoso Rochester
está cego e sem uma mão, que perdera no acidente causado pela louca Bertha em
Thornfield. Jane o ampara e,
“Then he stretched his hand
out to be led. I took that dear hand, held it a moment to my lips, then let it
pass round my shoulder: being so much lower of stature than he, I served both
for his prop and guide. We entered the wood, and wended homeward.”(p.
457).
("Então ele estendeu a sua mão a fim de ser guiado. Eu peguei aquela mão amada, levei-a por um momento até meus lábios, então ele passou-a em volta dos meus ombros: sendo eu tão mais baixa que ele, servi ao mesmo tempo de amparo e guia para ele. Entramos no bosque e tomamos a direção da casa." ) (Minha tradução)
Não
mais aviltada pela situação de inferioridade que tanto a incomodara no passado,
é capaz de desfrutar de um amor maduro, de igual para igual, com o homem que
amava. No entanto, para chegar a tanto, tanto Jane como Rochester tiveram de
passar por um doloroso processo de aperfeiçoamento, no caso dele, de
purificação.
O
fogo, identificado por Heráclito como um agente de transformação, ao destruir a
mansão senhorial dos Rochester, deixando seu senhor fisicamente marcado, opera nele
as mudanças necessárias, purificando-o dos excessos byrônicos da juventude, moldando-o
como um novo homem, menos orgulhoso, menos patriarcal, mais humilde até, mais
adequado à união com a nova Jane, agora senhora de si: “I am my own mistress” ,
ela declara quase no fim do romance (p.444). ("Sou minha própria senhora")
O penúltimo capítulo, que precede a conclusão do livro, é recheado de alusões míticas que
reforçam as associações que foram introduzidas no corpo deste trabalho com
relação aos elementos da natureza, dentre elas podemos citar uma fala
afirmativa e reveladora da própria Jane:
“”I am Jane Eyre. I have found you out, I am come back
to you.”
“In truth – in the flesh? My
living Jane?”
“You touch me, sir, - you hold
me, and fast enough: I am not like a corpse, nor vacant like air, am I?” (p.
441)
("Eu sou Jane Eyre. Eu o descobri, eu voltei para você"
"De verdade - de carne e osso? Minha Jane viva?"
"Toque-me, senhor, - abrace-me bem apertado: não sou como um cadáver, nem vazia como o ar, sou?) (Minha tradução)
Jane,
tantas vezes vítima da ira, tivera a oportunidade de mirar-se no espelho da
louca Bertha, (que alguns chegam a identificar como o seu duplo), repudiá-lo e
reeducar-se. Depois de sua passagem pelas águas de Moor House, água que também
é “um símbolo de transformação e regeneração” (CIRLOT, p258) Jane é capaz agora
de gozar das delícias da intimidade ao pé da lareira, ao lado do homem amado,
prazer esse que lhe fora cruelmente negado na infância, na casa dos Read.
Fecha-se o ciclo com essa imagem de reconciliação e confiança no futuro,
expressa através das palavras eloqüentes do Salmo 23:
“I was forced to pass through the valley of the shadow
of death…I began to experience remorse, repentance, the wish for reconcilement
to my Maker.” p. 455).)
("Fui forçada a atravessar o vale da sombra da morte...comecei a sentir remorso, arrependimento, e o desejo de reconciliação com o meu Criador.") (Tradução minha),
Embora
alguns não tenham sido citados de forma explicita, a leitura de alguns livros
contribuíram de forma definitiva para a elaboração das ideias aqui expostas. Refiro-me
a eles a seguir:
BRONTË,
Charlotte. Jane Eyre. London, 2010.
CIRLOT,
Jean-Eduardo. Dicionário de Símbolos.
São Paulo: Editora Moraes, 1984.
GOULD,
Joan. Fiando Palha, Tecendo Ouro. Rio
de Janeiro: Editora Rocco, 2005.
GILBERT, Sandra M. and GUBAR, Susan, The Madwoman in the Attic, New Haven:
Yale University Press,1984.
RICH, Adrienne, “Jane Eyre: The Temptations of a
Motherless Woman”, in On Lies, Secrets
& Silence. London: Virago Press, 1986, pp 89-106.
SHAKESPEARE,William.
Hamlet. Tradução de Bárbara Heliodora, São Paulo: Clássicos
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